



De mãos dadas com a monumentalidade de castelos, igrejas e palácios ribatejanos, há que nos orgulharmos da simplicidade de traços arquitectónicos dos espaços rurais. Nestes se integram ora o casario de piso térreo das aldeias foreiras, em Salvaterra de Magos, ora as pequenas adegas, sobranceiras à estrada, de Vila Chã de Ourique, às portas do Cartaxo.
Uma vez mais, uma mão central nacional une, geograficamente, à volta do Tejo, toda a arquitectura popular estremenha e beirã a norte do rio, bem como a sul o casario de raiz popular alentejana.
Estamos no coração de Portugal e na união histórica, em Santarém, de duas culturas - celta e mourisca - que por aqui se fundiram e tornaram o Estado numa só Nação.
Foi em Santarém, muito antes de Lisboa, que D. Afonso Henriques conquistou território aos mouros. Mas a cultura árabe deixou vestígios no trabalho agrícola e na própria toponímia. Exemplo disso é o artigo definido AL, que nomeia Almeirim ou Alpiarça.
Da época medieval ficaram vestígios como o castelo de Alcanede, mas é depois com o gótico, o renascimento e o barroco que mais se edificará o Ribatejo. Santarém tem o título de Capital do Gótico. Do Manuelino encontra-se uma presença forte na Golegã.
Vive-se, com beleza e candura, as zonas históricas dos Municípios da Lezíria, algumas delas vividas por grandes nomes da literatura: Gil Vicente em Coruche, Alexandre Herculano em Santarém ou Almeida Garrett, que por aqui passou nas "Viagens na minha terra".
À beira rio, prende-nos o casario de madeira das aldeias palafíticas de avieiros: as Caneiras em Santarém, o Patacão em Alpiarça, o Lezirão em Azambuja, a Palhota no Cartaxo ou o Escaroupim em Salvaterra de Magos.
Informação gentilmente cedida pela Região de Turismo do Ribatejo
Fotos cedidas pela Região de Turismo do Ribatejo da autoria de Maurício Abreu